ÓDIO INFINITO CONTRA DEUS


Por Júlio César Prado

Na cruz do Calvário, o amor e o egoísmo se encontraram frente a frente. Por um lado estava Cristo, o qual havia vivido para consolar e bendizer. Por outro, Satanás, que em todo momento havia mostrado perversidade e ódio contra Deus. O anticristo é o próprio Satanás. Não é um ser humano – embora homens e mulheres possam ter o espírito do anticristo. Satanás foi anticristo quando se rebelou contra Deus e Miguel no Céu. Quando se aproximou de Adão e Eva, disfarçado de serpente. Igualmente, quando assassinou a Cristo na cruz. E será nos momentos finais da história da humanidade.

No decorrer da História, Satanás tratou, por diversos meios, de opor-se a quantos planos procedessem do Céu, para pervertê-los ou destruí-los. Satanás sabe que não pode destruir a lei de Deus (os Dez Mandamentos). Porém, pode confundir o homem tentando mudar alguns dos mandamentos. Valeu-se ele de momentos históricos, políticos e religiosos para conseguir que essas mudanças no Decálogo parecessem naturais. Visou particularmente o segundo e o quarto mandamento, que fazem referências ao culto de imagens e ao dia de descanso, o sábado.

Satanás é o pai da mentira (João 8:44), o oposto à verdade que é Cristo (João 14:6), daí ser o anticristo. A Bíblia é plena de contrastes entre o que Deus apresenta e o que Satanás falsifica. De um lado estão os anjos de Deus, e do outro, os anjos de Satanás. Quando Adão e Eva desobedeceram a Deus, eles se tornaram escravos de Satanás. Os seres humanos teriam permanecido escravos para sempre se Jesus não tivesse entrado em cena.

Jesus fez três coisas que nos habilitam a ser livres do poder de Satanás. Primeiro, enquanto Adão falhou em obedecer a Deus, Jesus viveu uma vida inteira em harmonia com a vontade do Criador. Ele demonstrou que os seres humanos podem obedecer a Deus e às Suas leis. Podemos escapar da escravidão de hábitos destrutivos como o alcoolismo, e de atitudes destrutivas como o orgulho e inveja. Jesus tomou sobre Si o peso de nossos pecados (Isaías 53:4 e 6). Ele suportou a culpa de pecados que não cometeu. Ao morrer, Ele pagou a pena capital que deveria ser para por aqueles que desobedeceram à lei de Deus (Gênesis 2:16 e 1; Romanos 3:23 e 24). E, finalmente, ao levantar-Se do túmulo, no terceiro dia após sua morte, Jesus quebrou o poder que a morte tem sobre cada um de nós (Apocalipse 1:18).

Aproxima-se o dia em que Jesus irá ressuscitar a todos os que O amam, e passarão a eternidade com Ele, numa terra em que não há crime nem mal, ou doença, e onde a morte foi vencida (II Coríntios 15:51-55; Apocalipse 21:1-5). Foi assim que Deus nos libertou do poder de Satanás e pode nos transformar à Sua semelhança, mudando o interior de cada um de nós.

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